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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

Notícias/Direitos Humanos

Artistas do hip hop podem escrever para livro pelo fim do feminicídio

Serão selecionadas 50 poesias inéditas. Inscrições podem ser feitas até dia 23.

Artistas do hip hop podem escrever para livro pelo fim do feminicídio
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Poesias inéditas que protestem contra o machismo e abordem a conscientização no enfrentamento à violência contra a mulher podem ser enviadas por artistas de todo o Brasil para o livro coletivo Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio.

As inscrições estão abertas até o dia 23. Serão selecionados 50 textos que serão publicados no livro a ser lançado no dia 30 de maio.

De acordo com a educadora popular Eulla Yaá, uma das organizadoras da iniciativa, a circulação da publicação será nacional. A ideia, segundo ela, é motivar as linguagens e potências do hip hop como forma de denúncia, resistência e valorização da vida das mulheres.

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Eulla ressaltou que podem participar pessoas de todas as idades e terão prioridade na publicação os trabalhos de mulheres cis, trans e travestis. A iniciativa é do Instituto Periferia Livre em parceria com o Instituto transforma, Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip- Hop DF.

“Cada pessoa pode enviar uma poesia de autoria própria e sem uso de inteligência artificial”, disse a organizadora. Ela defendeu que a arte também é uma forma de luta contra o feminicídio, com significado de prevenção e de conscientização. As inscrições devem ser feitas pelo formulário online, onde também é feito o envio do poema.

Segundo as entidades, a coletânea pretende reunir produções artísticas que contemplem estéticas, linguagens e potências do hip hop como ferramenta de denúncia, resistência e enfrentamento às violências de gênero.

O Instituto Periferia Livre, que também é responsável pela Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal, oferece cursos e oficinas profissionalizantes, além de apoio psicológico e orientação jurídica. O livro faz parte desse trabalho de sensibilização.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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